O Julgamento de Paris

"After dthe Upset", de Gary Myatt (2012)

Há 40 anos, mais precisamente em 24 de maio de 1976, uma degustação “às cegas” em Paris abalou o mundo do vinho e produziu consequências que duram até hoje.

Até o começo da década de 1970 os vinhos europeus reinavam absolutos como os melhores do mundo, sem competidores à altura. Principalmente no segmento dos “Grandes Vinhos” (hoje chamados de premium), os vinhos franceses se destacavam sobremaneira e parecia não haver rivais.

Naquela época a vitivinicultura nos países do Novo Mundo, incluindo os EUA, ainda estava em fase de desenvolvimento e seus vinhos tinham pouca expressão mundial. Apesar da Califórnia já produzir rótulos de grande qualidade no Napa Valley, havia pouco interesse neles por parte dos “grandes enólogos” e da mídia especializada que não consideravam possível que um vinho de fora da França pudesse ser páreo para os grandes Bordeaux e Borgonhas.

Esse (pré)conceito iria começar a mudar em 1976 quando o mercador de vinhos britânico Steven Spurrier, fundador da respeitada escola de vinho parisiense L’Academie du Vin, organizou em Paris uma degustação histórica entre vinhos franceses de renome e alguns vinhos americanos, sob o pretexto de comemorar os 200 anos da Independência dos EUA.

Steven SpurrierO próprio Spurrier, em sua loja Caves de la Madeleine, em Paris, negociava apenas vinhos franceses. Como confessou posteriormente, não acreditava que os vinhos americanos pudessem ser superiores aos franceses na prova embora já tivesse provado alguns bons exemplares.

Com ajuda de sua colega e diretora da L’Academie, a norte-americana Patricia Gallagher (que recentemente havia passado as férias na Califórnia e voltado empolgada com o que provara), convidaram 9 enólogos franceses de elite para serem os juízes da prova:

  • Pierre Brejoux – inspetor geral do comitê de Denominações de Origem;
  • Claude Dubois-Millot – do guia Gault-Millau de restaurantes;
  • Michel Dovaz – professor-chefe da L’Academie du Vin;
  • Odette Kahn – editora da célebre revista  La Revue du vin de France;
  • Raymond Oliver – chef e proprietário do restaurante 3 estrelas Le Grand Véfour;
  • Pierre Tari – dono do Château Giscours, em Margaux;
  • Christian Vanneque – sommelier-chefe do restaurante 3 estrelas Tour D’Argent;
  • Aubert de Villaine – co-proprietário do Domaine de la Romanée-Conti;
  • Jean-Claude Vrinat – dono do restaurante 3 estrelas Taillevent.

O objetivo principal era comprovar a qualidade dos vinhos americanos. Para evitar um viés preconceituoso, Spurrier convenceu os jurados à realizar a degustação “às cegas”, isto é, sem que soubessem qual vinho estavam degustando.

Assim, em abril de 1976 Spurrier foi à Califórnia selecionar os vinhos para o evento. Ao invés de “grandes nomes” como Mondavi, Buena Vista ou Beaulieu Vineyards, Spurrier procurou produtores menores, das chamadas “vinícolas boutiques” do Napa Valley. Selecionou 6 Chardonnays e 6 Cabernet Sauvignons que considerou excelentes e comprou 2 garrafas de cada.

Para evitar problemas na alfândega francesa, teve ajuda de um grupo de 20 produtores californianos (e suas esposas) que estavam indo para um tour de vinhos na França e que transportaram os vinhos em suas bagagens de mão. Para completar o painel, escolheu 4 brancos da Borgonha e 4 famosos tintos de Bordeaux, os melhores de sua loja.

O palco escolhido para o grande dia foi o elegante Hôtel InterContinental de Paris, em frente ao Palais Garnier, adicionando elegância ao evento. Com a ajuda de Ernst Van Damm, diretor de publicidade do hotel e cliente de Spurrier em sua loja, reservou as salas do terraço das 15 às 18h . E assim, na tarde de 24 de maio de 1976, se fez história.

A ordem de serviço foi sorteada no dia anterior e os vinhos foram embrulhados para não serem identificados. Os brancos foram degustados primeiro, e então os tintos. Spurrier e Gallagher participaram da degustação mas as notas, dadas numa escala até 20 pontos, foram somadas apenas entre os juízes franceses, e divididas por nove. O resultado geral, em ordem decrescente, foi:

Brancos:

  1. Chateau Montelena 1973 (EUA)
  2. Roulot (Mersault-Charmes) 1973 (França)
  3. Chalone Vineyard 1974 (EUA)
  4. Spring Mountain Vineyard 1973 (EUA)
  5. Joseph Drouhin Le Clos des Mouches (Beaune) 1973 (França)
  6. Freemark Abbey Winery 1972 (EUA)
  7. Ramonet-Prudhon (Bâtard-Montrachet) 1973 (França)
  8. Domaine Leflaive Les Pucelles (Puligny-Montrachet) 1972 (França)
  9. Veedercrest Vineyards 1972 (EUA)
  10. David Bruce Winery 1973 (EUA)

 

Tintos:

  1. Stag’s Leap Wine Cellars 1973 (EUA)
  2. Château Mouton-Rothschild (Pauillac) 1970 (França)
  3. Château Montrose (Saint-Estèphe) 1970 (França)
  4. Château Haut-Brion (Pessac-Léognan) 1970 (França)
  5. Ridge Vineyards Monte Bello 1971 (EUA)
  6. Château Léoville Las Cases (Saint-Julien) 1971 (França)
  7. Heitz Wine Cellars Martha’s Vineyard 1970 (EUA)
  8. Clos Du Val Winery 1972 (EUA)
  9. Mayacamas Vineyards 1971 (EUA)
  10. Freemark Abbey Winery 1969 (EUA)

O resultado não poderia ser mais surpreendente: 3 americanos entre os top five brancos e o Stag’s Leap como campeão entre os tintos, batendo alguns “monstros sagrados” de Bordeaux!

Para registrar o evento foram chamadas as principais publicações especializadas da França, que não se interessaram. O único repórter presente foi George M. Taber, da revista TIME, que havia feito um curso na L’Academie meses antes. Lembrado por Gallagher, foi chamado na última hora e registrou o evento. Uma semana depois a TIME publicou 4 parágrafos sobre o evento, com o título “Julgamento de Paris“, e a repercussão foi espantosa.

Imediatamente surgiram reclamações entre os próprios participantes, bem como críticas ao método subjetivo de avaliação dos juízes e questionamentos quanto à significância estatística dos resultados. A mídia francesa praticamente ignorou o ocorrido e os jornais Le FigaroLe Monde, meses depois, classificaram o resultado como “piada”.

Steven Spurrier assumiu o status de persona non grata em Bordeaux e, por mais de um ano, foi banido do circuito francês de degustações, como punição ao dano causado à reputação dos grandes vinhos franceses.

 

As Contraprovas:

Após o Julgamento de Paris, uma das críticas mais recorrentes  era o fato dos tintos franceses terem sido degustados muito jovens, sugerindo que os vinhos americanos não manteriam sua superioridade se “testados” pelo tempo.

Era uma boa tese. Os tintos de Bordeaux são conhecidos por serem vinhos longevos, com grande potencial de guarda e de evolução. Os melhores costumam passar muitas décadas mantendo a elegância e o frescor. Já os vinhos americanos eram uma incógnita. Como responderiam aos anos?

Em maio de 1986, dez anos depois, Spurrier então organizou uma nova prova às cegas, com os mesmos vinhos tintos, mas dessa vez em Nova York. Nove outros juízes foram convidados, e o resultado foi:

  1. Clos Du Val Winery 1972 (EUA)
  2. Ridge Vineyards Monte Bello 1971 (EUA)
  3. Château Montrose 1970 (França)
  4. Château Leoville Las Cases 1971 (França)
  5. Château Mouton-Rothschild 1970 (França)
  6. Stag’s Leap Wine Cellars 1973 (EUA)
  7. Heitz Wine Cellars Martha’s Vineyard 1970 (EUA)
  8. Mayacamas Vineyards 1971 (EUA)
  9. Château Haut-Brion 1970 (França)
  10. Freemark Abbey Winery 1969 (EUA)

Também em 1986, a revista Wine Spectator realizou outra degustação às cegas dos mesmos vinhos, colocando 5 americanos nas primeiras colocações (Heitz, Mayacamas, Ridge, Stag’s Leap e Clos du Val).

Como se não bastasse, o célebre painel seria mais uma vez posto a prova em 2006, no 30º aniversário do “Julgamento de Paris”: persuadido por Jacob Rothschild, que apoiara o Copia Center (museu dedicado ao vinho em Napa, California), Steven Spurrier organizou nova degustação às cegas, simultaneamente no Copia e na mais antiga loja de vinhos de Londres, a Berry Bros. & Rudd.

Um time de experts foi chamado, 9 em cada lado do Atlântico, incluindo Christian Vanneque (um dos juízes do “julgamento” original), Anthony Dias Blue e nomes como Hugh Johnson Jancis Robinson. Ambas as equipes de juízes escolheram o Ridge Monte Bello 1971 como vencedor e, somadas as notas de todos, o resultado final foi o seguinte:

  1. Ridge Vineyards Monte Bello 1971 (EUA)
  2. Stag’s Leap Wine Cellars 1973 (EUA)
  3. Mayacamas Vineyards 1971 (EUA) – empate
  4. Heitz Wine Cellars Martha’s Vineyard 1970 (EUA) – empate
  5. Clos Du Val Winery 1972 (EUA)
  6. Château Mouton-Rothschild 1970 (França)
  7. Château Montrose 1970 (França)
  8. Château Haut-Brion 1970 (França)
  9. Château Leoville Las Cases 1971 (França)
  10. Freemark Abbey Winery 1969 (EUA)

Resultado ainda mais consistente já que o Conseil Interprofessionnel du Vin de Bordeaux considerou a safra de 1970 entre as 4 melhores dos últimos 45 anos, e a de 1971 como “muito boa”.

Mais uma “vitória” dos vinhos americanos que, superando ícones bordaleses num teste de longevidade, se mostraram dignos de figurar entre a elite dos vinhos mundiais.

 

Conclusões:

Passados 40 anos da primeira degustação, não resta mais dúvidas de que os vinhos americanos saíram triunfantes. Não só aqueles 6 brancos e 6 tintos do painel (que hoje desfrutam de renome mundial), mas toda a indústria do vinho dos Estados Unidos. E, como consequência, a de todo o mundo!

O “Julgamento de Paris” foi revolucionário porque abalou o conceito de superioridade absoluta dos vinhos franceses. O impacto global veio principalmente através do prestígio adquirido pelos vinhos americanos, o que acabou abrindo os mercados europeus aos vinhos do Novo Mundo, impulsionando a expansão da produção em países como Austrália, África do Sul e Argentina.

A “derrota” dos vinhos franceses também impactou de forma positiva a indústria vitivinícola francesa que foi forçada a sair da “zona de conforto” onde se encontrava por décadas e estimulada a reexaminar tradições e convicções até então tidas como verdades imutáveis. Prova disso é que os grandes vinhos franceses continuam sendo o golden standard em termos de qualidade e elegância.

Para nós, consumidores, essa expansão da produção e do prestígio dos vinhos do Novo Mundo, graças àquela histórica tarde em 1976, nos brindou com inúmeros novos estilos e muitos ótimos vinhos, desde o Líbano até o Uruguai, da China ao Brasil. Abriu uma grande possibilidade de concorrência entre países e produtores e tornou mais vinhos de qualidade acessíveis ao consumidor médio. Só benefícios!

 

 

Quer saber mais?

  • Em 2005, George Taber finalmente lançou seu livro “Judgment of Paris: California vs. France and the Historic 1976 Paris Tasting that Revolutionized Wine, pela editora Scribner, atualmente esgotado em português.

 

  • Em 2008 estreiou no cinema “O Julgamento de Paris” (Bottle Shock), filme americano com Alan Rickman, Bill Pullman e Chris Pine no elenco, escrito e dirigido por Randall Miller, que retrata o Julgamento de Paris. Assista o Trailler.

 

 

O novo Centro de Enoturismo da Taylor’s no Porto

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Se você precisa de mais um bom motivo para visitar Portugal, a tradicional casa de vinhos do Porto Taylor’s tem um: seu novo Centro de Enoturismo acaba de ficar pronto.

A Taylor’s é uma das maiores e mais antigas casas produtoras de Vinho do Porto e dedica-se exclusivamente à produção destes ícones portugueses. Desde 1692, ano de sua fundação, permanece uma empresa familiar e independente, e atua em todas as fases da produção, desde o plantio da vinha e cultivo das uvas até a elaboração, envelhecimento e engarrafamento dos vinhos. De importância histórica, é tida como a criadora do estilo LBV (Late Bottled Vintage) e permanece, ainda hoje, como sua principal produtora.

Localizado no coração da zona histórica de Vila Nova de Gaia, a “capital” do Vinho do Porto, o Centro de Visitas da Taylor’s recebe anualmente cerca de 100 mil visitantes de todo o mundo. Mas segundo Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s, a empresa sentiu a necessidade de oferecer ao visitante uma experiência mais adaptada aos padrões do moderno enoturismo e de se destacar entre os demais centros de visitação de caves da região.

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A reestruturação e modernização do Complexo de Enoturismo da Taylor’s durou meses e recebeu investimentos de mais de 1 milhão de euros. O resultado é um moderno centro de visitação e degustação, onde os visitantes são apresentados à história da marca, desde a sua fundação.

No passeio os visitantes percorrem as históricas caves que abrigam os antigos cascos (tonéis de 630L) e cubas (de 20.000L) de carvalho onde envelhecem os vinhos do Porto, e aprendem os detalhes da produção desse maravilhoso vinho fortificado. Abaixo das caves encontram-se os túneis que abrigam a garrafeira, lendária coleção de vintages onde as garrafas (algumas com mais de dois séculos) repousam umas sobre as outras até atingirem a maturidade perfeita. Após este trajeto, os visitantes seguem para a sala de degustação, onde podem provar o Taylor´s Chip Dry e o Taylor´s Late Bottled Vintage, acompanhados de um expert da empresa. Outros vinhos podem ser acrescentados de acordo com o desejo (e o bolso) do visitante.

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A visita custa 12 euros e o percurso completo pode durar até 2 horas (a visita rápida tem duração de cerca de 20 minutos) com auxílio de audio-guias em português, inglês, espanhol, francês e alemão.

Centro de Visitas Taylor´s:

Horário: 10:00 às 19:30pm (última visita começa às 18:00)

Entrada: 12€ por pessoa

Rua do Choupelo nº 250, 4400-088 Vila Nova de Gaia

www.taylor.pt


No Brasil, os vinhos Taylor´s são importados e distribuídos pela Importadora Qualimpor.
www.qualimpor.com.br

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Degustação Taylors

 

 

A “febre do Vinho Rosé”

 

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Enquanto o Brasil vive seu inverno tropical, no hemisfério Norte o calor e os dias longos e ensolarados do verão são um convite irrecusável para tardes à beira da piscina, fins-de-semana na praia e jantares ao ar livre. Para os amantes do vinho, essa é a época perfeita para se degustar um belo vinho rosé.

O consumo de vinho rosé experimentou um aumento significativo na última década, na maior parte do mundo. Talvez seja graças às elegantes características desse vinho e sua alta drinkability; talvez seja o glamour evocado pela presença crescente nos filmes e nas mídias em geral… Talvez seja o aquecimento global que tem trazido uma maior sede de brancos e rosés… O fato é que a presença do vinho rosé nas mesas e taças mundo a fora já virou tendência, e tende a aumentar.

Segundo dados do Instituto Internacional da Vinha e do Vinho, 22,7mhl (milhões de hectolitros) de vinhos rosés foram consumidos no mundo em 2014. Isso sem contar os espumantes rosés. Proporcionalmente, equivale apenas a 10,3% dos total de vinho consumido naquele ano (235,7mhl). No entanto, esse número representa um aumento de 20% no consumo de rosés ao longo dos últimos 12 anos! Mais do que qualquer outro tipo de bebida!

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Essa “febre”de consumo de vinhos rosés é liderada pela França e pelos Estados Unidos, os maiores consumidores globais, com 8,1 e 3,2mhl respectivamente. Juntos esses países consomem metade dos vinhos rosés do mundo!

Na França, o consumo de rosés já representa mais de 30% do consumo total de vinho. E desde 2002 o consumo desse tipo de vinho aumentou 43%. O mesmo se observa em outros países que tradicionalmente nunca foram grandes consumidores de rosés e que estão “descobrindo”esse néctar nos últimos anos, como Canadá (aumento de 120% no consumo), Reino Unido (250%), Hong-Kong (250%) e Suécia (750%). Outro dado interessante: na Tunísia e no Uruguai o consumo de vinho rosé já equivale praticamente a metade do consumo total de vinhos, e tem aumentado.

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Apenas poucos países apresentaram queda no consumo de vinho rosé nos últimos anos, dentre eles Itália, Espanha e Portugal. O motivo, provavelmente, se deve ao fato destes já serem históricos consumidores de vinhos, e principalmente dos vinhos rosés, e já terem atingido certo “equilíbrio” de consumo. A crise econômica pela qual passa a Europa, principalmente nesses três países, também tem influência. A queda, no entanto, não é intensa e provavelmente é passageira.

Outros dados interessantes sobre a chamada “febre dos vinhos rosés” dizem respeito ao perfil de consumidor.

O consumo global de vinho rosé tem aumentado graças ao segmento mais jovem da população em idade legal de consumo. A porcentagem de consumo de vinho rosé é, em média, 10% superior entre os bebedores mais jovens em todos os países pesquisados: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Finlândia, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos, Reino Unido, Suécia, Rússia, Brasil e China. Como sempre, os mais jovens são mais abertos à mudanças nos hábitos de consumo. Na França esse fenômeno também ocorre mas é menos intenso, e o consumo de vinho rosé por faixa etária é mais homogêneo.

Na maioria dos países, observou-se que as mulheres consomem mais vinhos rosé que os homens. Na Alemanha e nos Países Baixos a diferença chega a 6%. Algumas exceções são os Estados Unidos, Rússia e Austrália onde a proporção de consumo é a mesma entre os gêneros. O Brasil é a grande surpresa: os homens consomem 4% mais vinho rosé que as mulheres!

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Depois de todos esse dados indicando que o vinho rosé tem cada vez mais caído no gosto dos consumidores de vinho, surge uma preocupação: será que a produção de rosés dá conta dessa febre de consumo? A resposta, felizmente, é sim. Os produtores de vinho rosé já previram esse aumento no consumo anos atrás e tem acompanhado essa tendência com um aumento de produção. Dados também indicam o aumento do comércio internacional de vinhos rosés, já que os países que mais os consomem não são os que mais os produzem…

Mas isso é conversa para um outro post, num outro momento. Agora curta nossa página, feche o computador e abra uma bela garrafa de vinho rosé… Saúde!